
Opções de Vinificação
A vinificação é o processo de transformar o sumo de uva em vinho. A diferença mais óbvia será o teor de álcool resultante do processo de vinificação, mas essa não é a única diferença. Os produtores dispõem de várias opções de vinificação, usadas para criar um grande número de diferentes estilos de vinho.
Maceração curta
Existem duas formas de elaborar vinhos rosé. Produtores de grande volume e preços económicos utilizam o métoda da mistura de um vinho tinto com um rosé. Este método não é permitido em muitas regiões da Europa
A maceração curta inicia-se exatamente da mesma forma que na elaboração de um vinho tinto, mas, neste caso, o vinho em fermentação é libertado das peles depois de poucas horas. A fermentação continua usando temperaturas de vinificação similares às usadas para os brancos.
Borras
Na elaboração dos brancos esta pode ser uma decisão do enólogo. Depois da fermentação alcoólica, as leveduras morrem e precepitam-se para o fundo das cubas ou barricas de fermentação, formando uma camada de células mortas chamadas de "borras"ou "lias". O enólogo pode optar por manter o vinho em contato com as borras, podendo agitar (batonnage) e misturar essas borras com o vinho durante o processo de envelhecimento. Esta opção de vinificação gera mais complexidade e sabores extra como biscoito ou notas de panificação.

Conversão Maleolática
Acontece após estar finalizado o processo de fermentação. São introduzidas bactérias que irão converter o ácido málico em ácido lático, diminuindo a acidez do vinho e adicionando complexidade e sabores secundários. Na elaboração do vinho tinto, este processo ocorre quase sempre. Na produção de brancos, o enólogo decide o que fazer. Dependendo dos estilos de vinho, se quer ou não preservar a acidez ou, por exemplo, introduzir sabores amanteigados num determinado Chardonnay.
Recipientes de madeira
Podem ser usados tanto na fermentação como no envelhecimento. A maioria é de madeira de carvalho. A madeira adiciona sabores secundários ao vinho e permite que possam evoluir como resultado da interação entre o vinho, a porosidade da madeira e, o oxigénio. Na fabricação das barricas, as aduelas de madeira são aquecidas no seu interior de modo a que se consiga a curva característica da barrica. O nível de calor e tempo de exposição aplicado durante a costrução da barrica oferece complexidade ao vinho e é conhecido no meio por "grau de tosta". A tosta pode produzir aromas e sabores de especiarias, fumo, madeira carbonizada.
